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“Explorando os Limites da Conformidade e da Solidão em uma Sociedade Distópica

Uma alegoria sobre as dinâmicas sociais de uma comunidade preto no branco, permeada por uma boa dose de nonsense, O lagosta exagera em seus argumentos e no desenvolvimento da trama para instigar reflexões sobre os padrões estabelecidos e as sociedades altamente normatizadas. Além disso, apresenta uma narrativa de amor peculiar. Embora seja inegavelmente criativo, o filme não consegue realmente envolver o espectador. Às vezes, o exagero pode provocar reflexão, mas não necessariamente captura nossa atenção.

 

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A narrativa segue uma mulher dirigindo sob a chuva, que eventualmente para em um local específico, sai do carro e dispara três tiros contra um asno. Enquanto outro animal observa, ela retorna ao veículo. Posteriormente, David (interpretado por Colin Farrell) é levado de sua casa com seu cachorro/irmão e conduzido a um hotel, onde se depara com regras rígidas. É sua primeira experiência de solidão e enfrentará diversos desafios.

À medida que a trama avança, somos gradualmente imersos no mundo surreal criado pelos roteiristas Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou. Embora inicialmente pareça absurdo, à medida que o filme progride, percebemos que a aparente falta de sentido da história levanta questões profundas sobre a sociedade contemporânea.

No hotel, os solteiros têm duas opções: encontrar um parceiro compatível dentro de um prazo determinado ou ser transformado em um animal de sua escolha. Para prolongar sua estadia e aumentar as chances de encontrar um parceiro, os hóspedes participam de caçadas, onde cada solteiro abatido concede ao caçador mais tempo no hotel.

Ao longo da narrativa, o filme desafia as convenções sociais e aborda temas como a pressão para se adequar ao padrão de casal, a ideia de que um filho pode resolver problemas conjugais e a solidão como uma condição imposta, tanto no hotel quanto na floresta habitada por solitários. Os personagens agem de maneira mecânica e muitas vezes forjam semelhanças para formar casais, ilustrando a dificuldade de aceitar a diferença.

 

“Reflexões Surreais: O Mundo Absurdo de ‘O Lagosta‘ e as Questões Sociais Subjacentes”

No desfecho, David é compelido a mutilar a si mesmo para permanecer na sociedade que exige casais. Essa narrativa nos leva a refletir sobre os perigos do radicalismo e das sociedades excessivamente normatizadas, destacando a importância da inclusão.

Apesar de suas qualidades criativas e intrigantes, O lagosta é mais uma obra curiosa do que um filme que realmente envolve emocionalmente o espectador. O roteiro, embora único, poderia ser mais conciso e direto em seus pontos principais.

Em relação ao elenco, Colin Farrell entrega uma interpretação convincente e equilibrada, enquanto os coadjuvantes, incluindo Rachel Weisz, John C. Reilly e Léa Seydoux, também se destacam em seus papéis secundários.

No aspecto técnico, a direção de Yorgos Lanthimos é eficaz na criação de uma atmosfera peculiar, embora o filme seja um tanto longo. A cinematografia, edição e trilha sonora complementam bem a narrativa.

Em suma,O lagosta é um filme cerebral que desafia convenções sociais, mas que pode deixar o espectador mais intrigado do que emocionalmente envolvido.

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